Para saber como o temperamento influencia ou é influenciado pelos transtornos psiquiátricos um grupo de pesquisadores da PUC, de Porto Alegre, criou uma pesquisa na internet.
Médicos brasileiros estão desenvolvendo uma pesquisa que pode ajudar no tratamento de doenças comportamentais, como depressão, ansiedade e estresse. O estudo procura voluntários em todo país. Você pode participar de casa porque as informações são colhidas pela internet. E você recebe, de graça, a avaliação de uma equipe médica.
Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode participar. Bastar ter um computador ligado à internet e um endereço eletrônico. O voluntário não precisa se identificar. E depois de responder o questionário, ele recebe na hora uma avaliação psicológica.
Uma espécie de mapa comportamental. A pessoa fica sabendo como estão os níveis de medo, sensibilidade, controle, vontade, se está ansioso, apático. Um diagnóstico rápido que pode servir para o início de um tratamento. A ideia é coletar os dados de 50 mil voluntários. Para os médicos, a estatística final pode ajudar nos consultórios.
“A escala de temperamento que a gente desenvolveu pode ser útil depois para consultórios de psicólogos e psiquiatras para antecipar o perfil do paciente e de que maneira aquela pessoa pode ter mais ou menos chances de desenvolver os transtornos psiquiátricos. Então abreviaria e ao mesmo tempo deixaria mais completa a avaliação, em pouco tempo”, diz Diogo Lara, psiquiatra.
Se você deseja participar da pesquisa, clique aqui.
Leia a matéria (e o vídeo com a reportagem) na íntegra clicando aqui.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Tratamento da depressão leve com antidepressivos pode não funcionar
Para pessoas com casos leves de depressão, pílulas "de mentirinha" podem ser tão eficientes quanto os antidepressivos, é o que sugere um novo estudo.
O estudo confirmou que os antidepressivos são bem melhores que as pílulas "de mentirinha", ou placebo, em pessoas com depressão grave, mas os pesquisadores encontraram poucas evidências de que os psicotrópicos são mais eficientes que placebo em pessoas com sintomas de depressão leve.
As descobertas não provam que os antidepressivos não funcionam... apenas que a maioria dos efeitos dos psicotrópicos em pessoas com depressão leve podem ser atribuídos ao efeito placebo.
As implicações do novo estudo para o tratamento diário da depressão pode se limitar, no entanto, porque os pesquisadores só verificaram dois antidepressivos, Paroxetine (Paxil) e imipramine (Tofranil), um antigo antidepressivo conhecido como tricíclico. Os antidepressivos novos e mais potentes poderiam ter produzido um resultado diferente, diz o Dr. David Hellerstein, um psiquiatra pesquisador do Instituto Psiquiátrico de Nova York(New York State Psychiatric Institute).
Ver notícia completa em inglês no CNN.COM.
O estudo confirmou que os antidepressivos são bem melhores que as pílulas "de mentirinha", ou placebo, em pessoas com depressão grave, mas os pesquisadores encontraram poucas evidências de que os psicotrópicos são mais eficientes que placebo em pessoas com sintomas de depressão leve.
As descobertas não provam que os antidepressivos não funcionam... apenas que a maioria dos efeitos dos psicotrópicos em pessoas com depressão leve podem ser atribuídos ao efeito placebo.
As implicações do novo estudo para o tratamento diário da depressão pode se limitar, no entanto, porque os pesquisadores só verificaram dois antidepressivos, Paroxetine (Paxil) e imipramine (Tofranil), um antigo antidepressivo conhecido como tricíclico. Os antidepressivos novos e mais potentes poderiam ter produzido um resultado diferente, diz o Dr. David Hellerstein, um psiquiatra pesquisador do Instituto Psiquiátrico de Nova York(New York State Psychiatric Institute).
Ver notícia completa em inglês no CNN.COM.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Usuários de antipsicóticos não estão sendo submetidos aos exames necessários
NOVA YORK (Reuters Health) - Pessoas que tomam as novas drogas para esquizofrenia e outras condições psicóticas deveriam fazer exames para verificar o nível de açúcar no sangue e o colesterol regularmente, mas muitos não fazem, de acordo com um estudo divulgado hoje (05/01/2010).
SAÚDE
Os chamados antipsicóticos de segunda geração, que incluem olanzapina (Zyprexa), risperidona (Risperdal) e aripiprazole (Abilify), foram desenvolvidos porque os antigos antipsicóticos têm efeitos colaterais significantes. No entanto, as novas drogas são conhecidas por aumentar bastante o açúcar no sangue e os níveis de colesterol, aumentando o risco de diabetes e ataque do coração.
Num estudo, pesquisadores descobriram que menos de um terço dos pacientes de baixa renda que são tratados na saúde pública com essas drogas fazem exames para verificar o açúcar no sangue e os níveis de colesterol.
Ver a notícia na íntegra na Reuters Health, em inglês.
SAÚDE
Os chamados antipsicóticos de segunda geração, que incluem olanzapina (Zyprexa), risperidona (Risperdal) e aripiprazole (Abilify), foram desenvolvidos porque os antigos antipsicóticos têm efeitos colaterais significantes. No entanto, as novas drogas são conhecidas por aumentar bastante o açúcar no sangue e os níveis de colesterol, aumentando o risco de diabetes e ataque do coração.
Num estudo, pesquisadores descobriram que menos de um terço dos pacientes de baixa renda que são tratados na saúde pública com essas drogas fazem exames para verificar o açúcar no sangue e os níveis de colesterol.
Ver a notícia na íntegra na Reuters Health, em inglês.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Quando o ciúme pode ser Transtorno Obsessivo Compulsivo
No início do relacionamento tudo são flores, até que ele vem chegando devagarzinho, aparecendo em pequenas situações corriqueiras e, de repente, vira motivo de brigas frequentes e acaba colocando em risco o romance que parecia tão promissor. Definido por muitos como tempero do amor, o ciúme pode até mesmo virar doença e estragar a vida de quem sente e a de quem é objeto desse sentimento.
O psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor dos livros Ciúme – O medo da perda e Ciúme – O lado amargo do amor, defende que, embora seja muito comum, o ciúme não pode ser considerado normal, no sentido de saudável, pois sempre revela uma fragilidade pessoal: “Desde uma personalidade insegura até mesmo um transtorno obsessivo-compulsivo podem estar atrás de uma manifestação de ciúme, de posse, de medo de perder alguém ou de ser passado para trás”, ressalta.
O grau de ciúme e o nível de autoestima estão estritamente ligados para a estudante de Comunicação Social Regina Luft, de 23 anos. Ela revela que, quando está bem consigo mesma, um fato que certamente geraria dor de cabeça para o casal acaba virando motivo de piada:
“Teve uma vez que uma menina deu mole descaradamente para ele, quase o agarrou, e eu ri da situação. Na hora, ele me olhou apreensivo, já esperando por uma reação desconfortável e eu fiquei debochando. Mas, isso aconteceu porque eu estava muito bem, me sentido bonita, com autoestima alta. Quando estou para baixo, pequenas coisas são motivo para eu ter crises de ciúme”, relata Regina.
Veja a matéria completa na página do site Opinião e Notícia.
O psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor dos livros Ciúme – O medo da perda e Ciúme – O lado amargo do amor, defende que, embora seja muito comum, o ciúme não pode ser considerado normal, no sentido de saudável, pois sempre revela uma fragilidade pessoal: “Desde uma personalidade insegura até mesmo um transtorno obsessivo-compulsivo podem estar atrás de uma manifestação de ciúme, de posse, de medo de perder alguém ou de ser passado para trás”, ressalta.
O grau de ciúme e o nível de autoestima estão estritamente ligados para a estudante de Comunicação Social Regina Luft, de 23 anos. Ela revela que, quando está bem consigo mesma, um fato que certamente geraria dor de cabeça para o casal acaba virando motivo de piada:
“Teve uma vez que uma menina deu mole descaradamente para ele, quase o agarrou, e eu ri da situação. Na hora, ele me olhou apreensivo, já esperando por uma reação desconfortável e eu fiquei debochando. Mas, isso aconteceu porque eu estava muito bem, me sentido bonita, com autoestima alta. Quando estou para baixo, pequenas coisas são motivo para eu ter crises de ciúme”, relata Regina.
Veja a matéria completa na página do site Opinião e Notícia.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Secretaria de Saúde amplia leitos de psiquiatria no RN
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) vai implantar leitos de psiquiatria em 13 hospitais da rede estadual de saúde no ano de 2010. O investimento será de mais de R$ 3 milhões. A licitação será aberta assim que houver a definição do orçamento.
O número de leitos psiquiátricos de cada hospital será correspondente a 10% de seu total. Os hospitais Santa Catarina e Tarcísio Maia, por exemplo, terão 12 novos leitos psiquiátricos.
Com esses leitos, a assistência aos portadores de transtornos mentais que precisam de internação será facilitada, diminuindo o deslocamento da população para os centros de referência de Natal e Mossoró. Ao todo, os hospitais estaduais do Rio Grande do Norte terão cerca de 400 leitos de psiquiatria.
Veja toda a notícia na página do site Tribuna do Norte
O número de leitos psiquiátricos de cada hospital será correspondente a 10% de seu total. Os hospitais Santa Catarina e Tarcísio Maia, por exemplo, terão 12 novos leitos psiquiátricos.
Com esses leitos, a assistência aos portadores de transtornos mentais que precisam de internação será facilitada, diminuindo o deslocamento da população para os centros de referência de Natal e Mossoró. Ao todo, os hospitais estaduais do Rio Grande do Norte terão cerca de 400 leitos de psiquiatria.
Veja toda a notícia na página do site Tribuna do Norte
sábado, 2 de janeiro de 2010
China aplica pena de morte em britânico que alegavam sofrer de problemas mentais
Apesar dos pedidos de clemência desesperados de parentes, as negociações do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e as alegações dos advogados de que o réu sofria de problemas mentais, o governo chinês aplicou a pena máxima no cidadão britânico de 53 anos Akmal Shaikh. Akmal Shaikh foi executado por tráfico de drogas.
Trata-se do primeiro europeu que recebeu a pena de morte na China desde 1951, segundo a organização não governamental contra a pena de morte REPRIEVE, que proporcionou apoio legal à família.
A execução provocou a repulsa de Londres e das organizações de direitos humanos.
"Condeno a execução de Akmal Shaikh da forma mais veemente, e estou horrorizado e decepcionado porque nossos pedidos persistentes de clemência não foram atendidos. Estou particularmente preocupado porque nenhuma avaliação de saúde mental foi conduzida", afirmou o premier em um comunicado.
Veja toda a notícia n'O Globo online.
Trata-se do primeiro europeu que recebeu a pena de morte na China desde 1951, segundo a organização não governamental contra a pena de morte REPRIEVE, que proporcionou apoio legal à família.
A execução provocou a repulsa de Londres e das organizações de direitos humanos.
"Condeno a execução de Akmal Shaikh da forma mais veemente, e estou horrorizado e decepcionado porque nossos pedidos persistentes de clemência não foram atendidos. Estou particularmente preocupado porque nenhuma avaliação de saúde mental foi conduzida", afirmou o premier em um comunicado.
Veja toda a notícia n'O Globo online.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Estresse acelera declínio mental em idosos debilitados
NOVA YORK (Reuters Saúde) - Estresse crônico pode acelerar o declínio da memória em pessoas idosas que já têm alguma debilidade em sua função mental, é o que mostra um novo estudo no Diário Americano de Psiquiatria - American Journal of Psychiatry.
Mas estar estressado não parece afetar a memoria de pessoas idosas sem a debilidade, Dr. Guerry M. Peavy da Universidade da Califórnia, San Diego e colegas descobriram.
Pesquisas sugerem uma "forte relação" entre o aumento do estresse e a perda da memória, os pesquisadores notam, mas alguns investigadores têm olhado para o estresse e a memória com o passar tempo. Estresse crônico pode afetara memória causando uma prolongada liberação dos assim chamados "hormônios do estresse," Como o cortisol, resultando em dano no cérebro.
Para investigar, os pesquisadores acompanharam 52 pessoas de 65 a 97 anos de idade por uns três anos. vinte cinco não tiveram nenhuma perda da função mental no início do estudo, enquanto que os outros 27 mostraram evidência de leve debilidade mental.
Para medir o estresse, os pesquisadores perguntou aos participantes do estudo se eles tinham experimentado algum momento estressante na vida no último ano ou nos últimos seis meses, como ser hospitalizado ou ter uma morte na família. Uma pessoa era considerada com "alto estresse" se ela relatasse pelo menos um evento desse tipo em dado período.
Dentre os indivíduos que estavam já, de certa forma, debilitados, aqueles com altos níveis de estresse mostraram um declínio na função mental mais acelerado, principalmente nos graus de demência e função da memória. Mas o estresse não influenciou a função mental com o passar do tempo em pessoas que não tinham nenhuma debilidade no momento em que o estudo foi feito.
Fonte: American Journal of Psychiatry, Dezembro 2009.
Para ver notícia original e na íntegra em inglês vá para a página da Reuters.
Mas estar estressado não parece afetar a memoria de pessoas idosas sem a debilidade, Dr. Guerry M. Peavy da Universidade da Califórnia, San Diego e colegas descobriram.
Pesquisas sugerem uma "forte relação" entre o aumento do estresse e a perda da memória, os pesquisadores notam, mas alguns investigadores têm olhado para o estresse e a memória com o passar tempo. Estresse crônico pode afetara memória causando uma prolongada liberação dos assim chamados "hormônios do estresse," Como o cortisol, resultando em dano no cérebro.
Para investigar, os pesquisadores acompanharam 52 pessoas de 65 a 97 anos de idade por uns três anos. vinte cinco não tiveram nenhuma perda da função mental no início do estudo, enquanto que os outros 27 mostraram evidência de leve debilidade mental.
Para medir o estresse, os pesquisadores perguntou aos participantes do estudo se eles tinham experimentado algum momento estressante na vida no último ano ou nos últimos seis meses, como ser hospitalizado ou ter uma morte na família. Uma pessoa era considerada com "alto estresse" se ela relatasse pelo menos um evento desse tipo em dado período.
Dentre os indivíduos que estavam já, de certa forma, debilitados, aqueles com altos níveis de estresse mostraram um declínio na função mental mais acelerado, principalmente nos graus de demência e função da memória. Mas o estresse não influenciou a função mental com o passar do tempo em pessoas que não tinham nenhuma debilidade no momento em que o estudo foi feito.
Fonte: American Journal of Psychiatry, Dezembro 2009.
Para ver notícia original e na íntegra em inglês vá para a página da Reuters.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Incenso contra depressão
Substância química encontrada no produto pode reduzir ansiedade
A queima de incenso acompanhou cerimônias e rituais religiosos desde tempos ancestrais. Seu uso pode ser mais do que simbólico. No entanto, um novo estudo sugere que uma substância química comumente encontrada nesse produto pode ter efeitos antidepressivos.
O pesquisador Raphael Mechoulam, da Universidade Hebraica de Jerusalém, e seus colegas estudaram os efeitos do acetato incensole, um componente da planta Boswellia. Essa resina, mais conhecida como olíbano, é um ingrediente frequentemente usado na fabricação de incensos.
A substância reduziu a ansiedade e os sintomas depressivos em ratos: animais que tomaram a injeção tiveram menos medo de espaços abertos em comparação com cobaias que receberam placebo.
“O acetato incensole é uma droga branda: dez vezes menos potente do que o Valium na redução de ansiedade. Durante cerimônias religiosas, as pessoas que inalam mais fumaça são provavelmente os únicos que sentem seus efeitos”, diz Mechoulam. Ele reconhece, porém, que o estudo da substância, sintetizada em fórmulas mais potentes, pode levar a novos tratamentos para ansiedade e depressão.
Extraído da página do site Mente E Cérebro.
A queima de incenso acompanhou cerimônias e rituais religiosos desde tempos ancestrais. Seu uso pode ser mais do que simbólico. No entanto, um novo estudo sugere que uma substância química comumente encontrada nesse produto pode ter efeitos antidepressivos.
O pesquisador Raphael Mechoulam, da Universidade Hebraica de Jerusalém, e seus colegas estudaram os efeitos do acetato incensole, um componente da planta Boswellia. Essa resina, mais conhecida como olíbano, é um ingrediente frequentemente usado na fabricação de incensos.
A substância reduziu a ansiedade e os sintomas depressivos em ratos: animais que tomaram a injeção tiveram menos medo de espaços abertos em comparação com cobaias que receberam placebo.
“O acetato incensole é uma droga branda: dez vezes menos potente do que o Valium na redução de ansiedade. Durante cerimônias religiosas, as pessoas que inalam mais fumaça são provavelmente os únicos que sentem seus efeitos”, diz Mechoulam. Ele reconhece, porém, que o estudo da substância, sintetizada em fórmulas mais potentes, pode levar a novos tratamentos para ansiedade e depressão.
Extraído da página do site Mente E Cérebro.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Droga para tratar dependência de fumo e álcool
Medicamento usado para tratamento de enxaqueca e epilepsia bloqueia neurotransmissor excitatório
Boa parte dos dependentes de álcool é tabagista. Alguns estudos já haviam relacionado os dois comportamentos. O problema é que essa combinação dificulta o tratamento, já que, para compensar a ausência da bebida, os pacientes tendem a aumentar o consumo de cigarros. Fumando mais, o risco de recaída aumenta. Para contornar essa dificuldade, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) investigaram, para o tratamento de dependentes de álcool que também são tabagistas, o uso do topiramato, medicamento comum para enxaqueca e epilepsia.
Os resultados dos estudos foram publicados na revista Drug and Alcohol Dependence: voluntários que receberam a droga diminuíram o consumo de cigarros em 40%; no grupo-controle, a redução foi de 10%. O topiramato é uma droga que controla a ansiedade, bloqueando o neurotransmissor excitatório glutamato. O principal efeito é a redução dos sintomas de abstinência do álcool, que, entre os tabagistas, inclui a vontade de fumar.
Fonte: Opinião e Notícia
Nota: os CAPS AD (Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) oferecem atendimento aos dependentes químicos, ou seja, dependentes de álcool, drogas, etc.
Boa parte dos dependentes de álcool é tabagista. Alguns estudos já haviam relacionado os dois comportamentos. O problema é que essa combinação dificulta o tratamento, já que, para compensar a ausência da bebida, os pacientes tendem a aumentar o consumo de cigarros. Fumando mais, o risco de recaída aumenta. Para contornar essa dificuldade, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) investigaram, para o tratamento de dependentes de álcool que também são tabagistas, o uso do topiramato, medicamento comum para enxaqueca e epilepsia.
Os resultados dos estudos foram publicados na revista Drug and Alcohol Dependence: voluntários que receberam a droga diminuíram o consumo de cigarros em 40%; no grupo-controle, a redução foi de 10%. O topiramato é uma droga que controla a ansiedade, bloqueando o neurotransmissor excitatório glutamato. O principal efeito é a redução dos sintomas de abstinência do álcool, que, entre os tabagistas, inclui a vontade de fumar.
Fonte: Opinião e Notícia
Nota: os CAPS AD (Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) oferecem atendimento aos dependentes químicos, ou seja, dependentes de álcool, drogas, etc.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Equipe da FDA pede mais atenção aos antipsicóticos usados em crianças
A equipe da FDA (Food and Drug Administration, Administração de Alimentos e Drogas, instituição americana que fiscaliza alimentos e medicamentos) disse que um estudo recente da segurança da saúde diz ter descoberto que crianças tratadas com os psicotrópicos "eram mais suscetíveis de experimentar um efeito metabólico adverso do que os adultos, e a suscetibilidade estava diretamente correlacionada com a idade."
Efeitos metabólicos podem incluir aumento de peso anormal, diabetes e aumento no colesterol e na pressão arterial.
"Apesar de estudos baseados em observação ter limitações ... essa provocativa hipótese deveria, apesar de tudo, ser pesquisada mais a fundo pela agência," a equipe da divisão de vigilância farmacêutica da FDA escreveu em um memorando no dia 14 de outubro.
Mais cedo, nessa sexta-feira, AstraZeneca anunciou que a FDA tinha aprovado o uso do antipsicótico atípico Seroquel para pacientes com esquizofrenia de 13 a 17 anos e pacientes com transtorno bipolar de 10 a 17 anos.
Veja essa notícia no texto original em inglês na página da REUTERS.
Efeitos metabólicos podem incluir aumento de peso anormal, diabetes e aumento no colesterol e na pressão arterial.
"Apesar de estudos baseados em observação ter limitações ... essa provocativa hipótese deveria, apesar de tudo, ser pesquisada mais a fundo pela agência," a equipe da divisão de vigilância farmacêutica da FDA escreveu em um memorando no dia 14 de outubro.
Mais cedo, nessa sexta-feira, AstraZeneca anunciou que a FDA tinha aprovado o uso do antipsicótico atípico Seroquel para pacientes com esquizofrenia de 13 a 17 anos e pacientes com transtorno bipolar de 10 a 17 anos.
Veja essa notícia no texto original em inglês na página da REUTERS.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Portadores de transtornos mentais são excluídos do mundo do trabalho
Agência UnB
Como forma de integrar socialmente pessoas em desvantagens - presos, idosos, jovens egressos do sistema educativo - o Brasil adotou na década de 1970 modelos europeus de cooperativas sociais. Hospitais e Centros de Atenção Psicossociais (Caps), por exemplo, adotaram o modelo italiano de cooperativas, no qual trabalham pacientes psiquiátricos. No entanto, o serviço exercido por eles não é reconhecido como "trabalho", apenas como terapia e ferramenta de inserção social. Esse é um erro que exclui centenas de pessoas do direito ao trabalho, segundo pesquisadora da Universidade de Brasília.
Em estudo inédito, Rita de Cássia Andrade Martins mostra que a contradição entre a função exercida pelos pacientes nas cooperativas sociais e a visão da sociedade sobre essas tarefas é justificada por causa da lei brasileira. No artigo 3º do Código Civil Brasileiro, os deficientes mentais são classificados como incapazes, inclusive para o trabalho. Ela defende, porém, que o texto fere o direito ao trabalho das pessoas com transtorno mental e sugere mudanças na legislação para protegê-las.
Na dissertação de mestrado Cooperativas sociais no Brasil: debates e práticas na tecitura de um campo em construção, defendida em julho de 2009, Rita de Cássia mostra que os pacientes psiquiátricos só se distinguem de outros operários por causa das limitações em relação à rotina. Contudo, no Brasil o tratamento dado à situação é diferente em relação aos demais países onde existem cooperativas sociais com esses trabalhadores. "Na Europa, as cooperativas são consideradas empresas sociais, enquanto no nosso país elas ainda são tratadas, em muitos casos, apenas como oportunidades de terapia e inclusão social", analisa a pesquisadora.
Para ver essa notícia na íntegra vá para a página do portal CIÊNCIA E VIDA.
Como forma de integrar socialmente pessoas em desvantagens - presos, idosos, jovens egressos do sistema educativo - o Brasil adotou na década de 1970 modelos europeus de cooperativas sociais. Hospitais e Centros de Atenção Psicossociais (Caps), por exemplo, adotaram o modelo italiano de cooperativas, no qual trabalham pacientes psiquiátricos. No entanto, o serviço exercido por eles não é reconhecido como "trabalho", apenas como terapia e ferramenta de inserção social. Esse é um erro que exclui centenas de pessoas do direito ao trabalho, segundo pesquisadora da Universidade de Brasília.
Em estudo inédito, Rita de Cássia Andrade Martins mostra que a contradição entre a função exercida pelos pacientes nas cooperativas sociais e a visão da sociedade sobre essas tarefas é justificada por causa da lei brasileira. No artigo 3º do Código Civil Brasileiro, os deficientes mentais são classificados como incapazes, inclusive para o trabalho. Ela defende, porém, que o texto fere o direito ao trabalho das pessoas com transtorno mental e sugere mudanças na legislação para protegê-las.
Na dissertação de mestrado Cooperativas sociais no Brasil: debates e práticas na tecitura de um campo em construção, defendida em julho de 2009, Rita de Cássia mostra que os pacientes psiquiátricos só se distinguem de outros operários por causa das limitações em relação à rotina. Contudo, no Brasil o tratamento dado à situação é diferente em relação aos demais países onde existem cooperativas sociais com esses trabalhadores. "Na Europa, as cooperativas são consideradas empresas sociais, enquanto no nosso país elas ainda são tratadas, em muitos casos, apenas como oportunidades de terapia e inclusão social", analisa a pesquisadora.
Para ver essa notícia na íntegra vá para a página do portal CIÊNCIA E VIDA.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
IX Encontro Nacional de Usuários e Familiares da Luta Antimanicomial (ENUFA)
Está agendado para o próximo dia 26/11 na Sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, São Paulo, o IX Encontro Nacional de Usuários e Familiares da Luta Antimanicomial (ENUFA). O IX Encontro Nacional de Usuários e Familiares da Luta Antimanicomial será seguido pelo VIII Encontro Nacional da Luta Antimanicomial.
Ambos Encontros serão de 26/11 a 29/11.
Nesses encontros serão discutidos vários temas, dentre os quais:
COMO CUIDAR DO CUIDADOR FAMILIAR
ESTATUTO DO USUÁRIO (proposta)
DEFESA DE DIREITOS DE USUÁRIOS DE DROGAS
Neste tipo de encontro são eleitos representantes de usuários, familiares e técnicos, além de se votar propostas de leis para serem levadas às autoridades políticas.
Ambos Encontros serão de 26/11 a 29/11.
Nesses encontros serão discutidos vários temas, dentre os quais:
COMO CUIDAR DO CUIDADOR FAMILIAR
ESTATUTO DO USUÁRIO (proposta)
DEFESA DE DIREITOS DE USUÁRIOS DE DROGAS
Neste tipo de encontro são eleitos representantes de usuários, familiares e técnicos, além de se votar propostas de leis para serem levadas às autoridades políticas.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Especialista diz: Álcool e cigarro são mais perigosos que LSD e maconha
Deu na veja.com: Álcool e cigarro são drogas mais perigosas para a saúde do que muitas substâncias ilícitas, como a maconha, o LSD e o ecstasy, afirma o professor David Nutt, do Imperial College London. Ele é presidente do comitê assessor do governo britânico sobre abuso de drogas.
Segundo o especialista, é preciso um novo sistema de classificação das drogas para que as pessoas possam entender o tipo de mal causado tanto pelas substâncias legais quanto pelas ilegais.
Para Nutt, o álcool deve figurar como a quinta droga mais perigosa depois da heroína, cocaína, barbitúricos e a metadona, enquanto o tabaco aparece em nono lugar. "A cannabis, o LSD e o ecstasy, mesmo sendo nocivos, estão mais abaixo na lista, em 11º, 14º e 18º, respectivamente", explica Nutt. O ranking do professor leva em conta os danos físicos, sociais e a dependência causada por cada uma das drogas.
Segundo o especialista, é preciso um novo sistema de classificação das drogas para que as pessoas possam entender o tipo de mal causado tanto pelas substâncias legais quanto pelas ilegais.
Para Nutt, o álcool deve figurar como a quinta droga mais perigosa depois da heroína, cocaína, barbitúricos e a metadona, enquanto o tabaco aparece em nono lugar. "A cannabis, o LSD e o ecstasy, mesmo sendo nocivos, estão mais abaixo na lista, em 11º, 14º e 18º, respectivamente", explica Nutt. O ranking do professor leva em conta os danos físicos, sociais e a dependência causada por cada uma das drogas.
sábado, 31 de outubro de 2009
Cientistas avaliam os benefícios terapêuticos do LSD
Pesquisadores de universidades respeitadas têm observado o potencial do LSD e de outras drogas, como ecstasy e maconha, quanto às terapias de saúde dos pacientes.
De acordo com o jornal britânico "The Guardian", um crescente número de pessoas tem usado LSD, maconha e ecstasy para ajudar uma variedade de doenças, incluindo anorexia nervosa, dores de cabeça, enxaquecas e ataques de síndrome do pânico.
Ainda segundo o jornal, "o surgimento de comunidades que passam drogas entre usuários na base da amizade, suporte e ajuda --com dinheiro raramente envolvido-- acontece em meio a um ressurgimento da pesquisa de possíveis benefícios terapêuticos das drogas psicodélicas". O fato gera otimismo entre os adeptos do uso de droga enquanto terapia, uma vez que há a possibilidade de obtenção de remédios baseados em psicotrópicos diretamente dos seus respectivos médicos --sem o risco de ser preso por isso.
Dentre os usuários que esperam que as drogas sejam usadas como uma alternativa está a professora universitária Anna Jones (nome fictício), 35, que consome LSD uma ou duas vezes por ano. Ela diz ter receio de que, sem suas doses ocasionais, possa voltar ao alcoolismo, problema que abandonou há 14 anos, com a ajuda da droga proibida.
Para ler essa reportagem na íntegra vá para a página da Folha Online.
De acordo com o jornal britânico "The Guardian", um crescente número de pessoas tem usado LSD, maconha e ecstasy para ajudar uma variedade de doenças, incluindo anorexia nervosa, dores de cabeça, enxaquecas e ataques de síndrome do pânico.
Ainda segundo o jornal, "o surgimento de comunidades que passam drogas entre usuários na base da amizade, suporte e ajuda --com dinheiro raramente envolvido-- acontece em meio a um ressurgimento da pesquisa de possíveis benefícios terapêuticos das drogas psicodélicas". O fato gera otimismo entre os adeptos do uso de droga enquanto terapia, uma vez que há a possibilidade de obtenção de remédios baseados em psicotrópicos diretamente dos seus respectivos médicos --sem o risco de ser preso por isso.
Dentre os usuários que esperam que as drogas sejam usadas como uma alternativa está a professora universitária Anna Jones (nome fictício), 35, que consome LSD uma ou duas vezes por ano. Ela diz ter receio de que, sem suas doses ocasionais, possa voltar ao alcoolismo, problema que abandonou há 14 anos, com a ajuda da droga proibida.
Para ler essa reportagem na íntegra vá para a página da Folha Online.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Pesquisa norueguesa mostra que o consumo moderado de álcool pode evitar depressão
Os benefícios do consumo moderado de álcool para a saúde do coração, o controle do stress e, enfim, para uma vida mais longa vêm sendo repetidos à exaustão desde a década de 70.
À lista de melhorias oferecidas por alguns goles de vinho no almoço ou uma dose de uísque depois de um dia exaustivo de trabalho, pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega acabam de incluir um novo item: a incidência de depressão é menor entre homens e mulheres que bebem com parcimônia.
Publicado na revista científica Addiction, o trabalho avaliou os hábitos alcoólicos de 38 000 pessoas durante duas semanas. Em seguida, fez-se o cruzamento dessas informações com a incidência de sintomas depressivos naquele mesmo grupo de pessoas.
A conclusão foi que a probabilidade de alguém que nunca bebe nada sofrer de depressão é 50% maior do que a de alguém que bebe com moderação.
Fonte: veja.com.
Apesar da revista Veja ser de grande credibilidade, assim como sua versão online, a veja.com, compare outros artigos relacionados a consumo de alcoól e depressão:
1-Consumo Moderado de álcool pode ser bom para o cérebro - texto em inglês sobre estudo que mostra os benefícios da bebida alcoólica para pessoas com Mal de Alzheimer.
2-Álcool deixa a depressão ainda pior - texto em inglês que fala sobre as complicações que o consumo de bebidas alcoólicas pode trazer para pessoas com depressão.
À lista de melhorias oferecidas por alguns goles de vinho no almoço ou uma dose de uísque depois de um dia exaustivo de trabalho, pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega acabam de incluir um novo item: a incidência de depressão é menor entre homens e mulheres que bebem com parcimônia.
Publicado na revista científica Addiction, o trabalho avaliou os hábitos alcoólicos de 38 000 pessoas durante duas semanas. Em seguida, fez-se o cruzamento dessas informações com a incidência de sintomas depressivos naquele mesmo grupo de pessoas.
A conclusão foi que a probabilidade de alguém que nunca bebe nada sofrer de depressão é 50% maior do que a de alguém que bebe com moderação.
Fonte: veja.com.
Apesar da revista Veja ser de grande credibilidade, assim como sua versão online, a veja.com, compare outros artigos relacionados a consumo de alcoól e depressão:
1-Consumo Moderado de álcool pode ser bom para o cérebro - texto em inglês sobre estudo que mostra os benefícios da bebida alcoólica para pessoas com Mal de Alzheimer.
2-Álcool deixa a depressão ainda pior - texto em inglês que fala sobre as complicações que o consumo de bebidas alcoólicas pode trazer para pessoas com depressão.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Paciente psiquiátrico morre esganado em hospital
Fato ocorrido em São Paulo. Foi originalmente noticiado no Bom Dia São Paulo, da Rede Globo.
Polêmica na morte de Aldo Jesus Paixão que estava internado no Hospital Pirajussara, em Taboão da Serra, na ala psiquiátrica. O atestado de óbito atesta: o paciente psiquiátrico morreu por esganadura.
Polêmica na morte de Aldo Jesus Paixão que estava internado no Hospital Pirajussara, em Taboão da Serra, na ala psiquiátrica. O atestado de óbito atesta: o paciente psiquiátrico morreu por esganadura.
domingo, 18 de outubro de 2009
Antidepressivos ajudam na recuperação de lesão espinhal
Por Julie Steenhuysen
CHICAGO (Reuters) - Um antidepressivo comum combinado
com um programa intensivo de treinamento em esteira ajudou
pessoas com lesões parciais da medula espinhal a andar melhor
e mais rápido, dizem os pesquisadores dos E.U.A no domingo.
Eles disseram que o antidepressivo da Forest Laboratories Lexapro
ou escitalopram, que afeta uma substância química transmisora de mensagens do cérebro chamada serotonina, ajuda a fortalecer conexões nervosas restantes ao longo da coluna, dando aos pacientes com
lesões da medula espinhal mais habilidade para controlar seus
músculos durante o treinamento.
"A droga está aumentando os efeitos da terapia",
disse George Hornby, um cientista da pesquisa no
Rehabilitation Institute of Chicago, que está apresentando
seus resultados na reunião da Sociedade para a neurociência
em Chicago.
"A droga por si só não é uma droga milagrosa. O que você
necessita é a droga mais o treinamento ", disse Hornby
uma entrevista por telefone.
Os resultados são os primeiros em seres humanos e desenvolvem em
estudos em animais que descobriram que dando drogas semelhantes a serotonina
após lesões na medula espinhal podem promover a recuperação
no andar quando emparelhado com um programa de treinamento intensivo.
Para seu estudo, Hornby e seus colegas testaram os efeitos dos antidepressivos em 50 pessoas que tinham capacidade parcial de se mover um ano depois de terem sofrido uma lesão espinhal medular.
Destes, 34 pacientes puderam caminhar por conta própria, mas
lentamente.
Todos os 50 foram submetidos a um período de oito semanas em um programa de caminhada em esteira motorizada, assistidos por um robô ou por um
terapeuta físico. Até 40 por cento do seu peso corporal foi
apoiadas em um suporte.
Cinco horas antes do treinamento, foram dado 10
mg de Lexapro ou um placebo.
Apesar de ambos os grupos melhorarem, aqueles que tomaram Lexapro foram
capazes de andar muito mais rápido, Hornby disse.
Ele disse que a droga apareceu para trabalhar, aumentando os espasmos musculares
sentidos pelas pessoas com lesão medular, algo que a maioria dos médicos consideram ser um efeito colateral negativo desses tipos de lesões.
Hornby disse que os espasmos musculares representam reflexos, que
podem ser treinados. Os pacientes que têm uma lesão da medula espinhal
"contam com esses reflexos para andar", disse ele.
Os voluntários apenas tomaram um antidepressivo no dia do treinamento, mas os benefícios duraram até depois que a droga estava fora dos seus sistemas, Hornby disse.
Ele acha que a droga está fortalecendo as conexões residuais entre o cérebro e a medula espinhal.
"Isso ajuda a fortalecer o músculo, e é mais fácil para o cérebro para ativar o músculo ", disse ele.
Fonte: Reuters
CHICAGO (Reuters) - Um antidepressivo comum combinado
com um programa intensivo de treinamento em esteira ajudou
pessoas com lesões parciais da medula espinhal a andar melhor
e mais rápido, dizem os pesquisadores dos E.U.A no domingo.
Eles disseram que o antidepressivo da Forest Laboratories Lexapro
ou escitalopram, que afeta uma substância química transmisora de mensagens do cérebro chamada serotonina, ajuda a fortalecer conexões nervosas restantes ao longo da coluna, dando aos pacientes com
lesões da medula espinhal mais habilidade para controlar seus
músculos durante o treinamento.
"A droga está aumentando os efeitos da terapia",
disse George Hornby, um cientista da pesquisa no
Rehabilitation Institute of Chicago, que está apresentando
seus resultados na reunião da Sociedade para a neurociência
em Chicago.
"A droga por si só não é uma droga milagrosa. O que você
necessita é a droga mais o treinamento ", disse Hornby
uma entrevista por telefone.
Os resultados são os primeiros em seres humanos e desenvolvem em
estudos em animais que descobriram que dando drogas semelhantes a serotonina
após lesões na medula espinhal podem promover a recuperação
no andar quando emparelhado com um programa de treinamento intensivo.
Para seu estudo, Hornby e seus colegas testaram os efeitos dos antidepressivos em 50 pessoas que tinham capacidade parcial de se mover um ano depois de terem sofrido uma lesão espinhal medular.
Destes, 34 pacientes puderam caminhar por conta própria, mas
lentamente.
Todos os 50 foram submetidos a um período de oito semanas em um programa de caminhada em esteira motorizada, assistidos por um robô ou por um
terapeuta físico. Até 40 por cento do seu peso corporal foi
apoiadas em um suporte.
Cinco horas antes do treinamento, foram dado 10
mg de Lexapro ou um placebo.
Apesar de ambos os grupos melhorarem, aqueles que tomaram Lexapro foram
capazes de andar muito mais rápido, Hornby disse.
Ele disse que a droga apareceu para trabalhar, aumentando os espasmos musculares
sentidos pelas pessoas com lesão medular, algo que a maioria dos médicos consideram ser um efeito colateral negativo desses tipos de lesões.
Hornby disse que os espasmos musculares representam reflexos, que
podem ser treinados. Os pacientes que têm uma lesão da medula espinhal
"contam com esses reflexos para andar", disse ele.
Os voluntários apenas tomaram um antidepressivo no dia do treinamento, mas os benefícios duraram até depois que a droga estava fora dos seus sistemas, Hornby disse.
Ele acha que a droga está fortalecendo as conexões residuais entre o cérebro e a medula espinhal.
"Isso ajuda a fortalecer o músculo, e é mais fácil para o cérebro para ativar o músculo ", disse ele.
Fonte: Reuters
sábado, 17 de outubro de 2009
Estudo diz: Drogas antipsicóticas podem ser usadas contra tumores
A observação de que a incidência de diversos tipos de câncer é menor em pacientes tratados com medicamentos antipsicóticos abre uma nova linha de pesquisa na oncologia.
Um estudo publicado no periódico International Journal of Cancer mostra que a droga pimozida, usada no tratamento da esquizofrenia e na síndrome de Tourette, foi eficaz contra tumores de mama, pulmão e cérebro, em experimentos realizados in vitro.
Os pesquisadores da Universidade do Sul de Gales, no Reino Unido, suspeitam que o princípio ativo mate as células cancerígenas por meio do bloqueio da síntese e do transporte de colesterol, componente essencial para a divisão celular acelerada dos tumores.
Os cientistas obtiveram resultados semelhantes em testes com outro antipsicótico, a olazapina. Segundo os autores do estudo, as doses usadas nos experimentos foram bem menores que as indicadas para pacientes psiquiátricos, o que pode resultar em efeitos adversos mais amenos. A próxima etapa da pesquisa deve ser realizada em animais.
Fonte: Mente e Cérebro.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Projeto auxilia reinserção de esquizofrênicos no mercado de trabalho
Programa atendeu 13 pacientes, por seis meses em 2008, e 50% já estão trabalhando ou estudando
Um dos maiores obstáculos que uma pessoa com esquizofrenia enfrenta ao pensar em procurar emprego é o estigma que ela coloca em si mesma. Para ajudar os pacientes a superar essa e outras dificuldades na hora de encontrar trabalho, o Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) lançou o Projeto Esquizofrenia. O objetivo principal da iniciativa é a reinserção no mercado de trabalho, mas os pacientes que participaram do projeto piloto também tiveram melhoras nas relações sociais e alguns voltaram a estudar.
A coordenadora do Projeto, Belquiz Avrichir, psiquiatra do IPq, conta que o programa piloto atendeu 13 pacientes, por seis meses em 2008, desses sete (54%), já estão trabalhando ou, estudando. Os demais participantes abandonaram o projeto ou não apresentaram bons resultados. A forma de terapia usada é a Terapia Comportamental Cognitiva (TCC). "Essa técnica trabalha com as crenças disfuncionais das pessoas. Por exemplo, no caso do esquizofrênico, ele considera que não pode trabalhar porque é incapaz, ou porque como pessoa doente ele tem de descansar. Então, nós tentamos fazer com que ele perceba que essas crenças não são verdadeiras", explica a psiquiatra.
Belquiz explica que, além do estigma que colocam em si mesmos, os participantes enfrentam dificuldades no mercado de trabalho. "A maioria manifesta a doença aos 18, 20 anos, quando começamos a trabalhar. E vários deles estavam sem trabalhar há muito tempo". Mas ela acredita que isso pode ser superado, "alguns procuraram estudar, cursar supletivo, aprender outras línguas. Isso ajuda na hora de ser empregado e também ajuda na melhora das relações sociais".
Um dos maiores obstáculos que uma pessoa com esquizofrenia enfrenta ao pensar em procurar emprego é o estigma que ela coloca em si mesma. Para ajudar os pacientes a superar essa e outras dificuldades na hora de encontrar trabalho, o Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) lançou o Projeto Esquizofrenia. O objetivo principal da iniciativa é a reinserção no mercado de trabalho, mas os pacientes que participaram do projeto piloto também tiveram melhoras nas relações sociais e alguns voltaram a estudar.
A coordenadora do Projeto, Belquiz Avrichir, psiquiatra do IPq, conta que o programa piloto atendeu 13 pacientes, por seis meses em 2008, desses sete (54%), já estão trabalhando ou, estudando. Os demais participantes abandonaram o projeto ou não apresentaram bons resultados. A forma de terapia usada é a Terapia Comportamental Cognitiva (TCC). "Essa técnica trabalha com as crenças disfuncionais das pessoas. Por exemplo, no caso do esquizofrênico, ele considera que não pode trabalhar porque é incapaz, ou porque como pessoa doente ele tem de descansar. Então, nós tentamos fazer com que ele perceba que essas crenças não são verdadeiras", explica a psiquiatra.
Belquiz explica que, além do estigma que colocam em si mesmos, os participantes enfrentam dificuldades no mercado de trabalho. "A maioria manifesta a doença aos 18, 20 anos, quando começamos a trabalhar. E vários deles estavam sem trabalhar há muito tempo". Mas ela acredita que isso pode ser superado, "alguns procuraram estudar, cursar supletivo, aprender outras línguas. Isso ajuda na hora de ser empregado e também ajuda na melhora das relações sociais".
Para ver essa matéria na íntegra vá para o Portal Ciência & Vida.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Estudo diz: Grande porcentagem dos casos de transtorno bipolar saram naturalmente aos trinta
Kenneth J. Sher
Universidade de Missouri e de Columbia e do Centro de Pesquisas do Alcoolismo do Midwest (Centroeste) - Midwest Alcoholism
Research Center.
Tradicionalmente sempre se acreditou que os transtornos do espectro bipolar eram crônicos no seu curso. No entanto, pesquisas epidemiológicas recentes sugerem que é possível que haja formas limitadas no desenvolvimento do transtorno bipolar.
Dois estudos importantes a nível nacional revelaram uma alta prevalência de transtornos bipolares no início da fase adulta (5.5%–6.2% entre 18–24-anos) que aparentemente saram substancialmente durante a segunda metade da 3ª década de vida (3.1%–3.4% entre 25–29-anos).
Pesquisas mais cuidadosas são necessárias para determinar se formas limitadas do desenvolvimento no transtorno bipolar existem e, se existem, que parâmetros poderiam distinguir essas formas da doença de curso crônico.
Veja esse estudo em Are There Developmentally Limited Forms of Bipolar Disorder?
Universidade de Missouri e de Columbia e do Centro de Pesquisas do Alcoolismo do Midwest (Centroeste) - Midwest Alcoholism
Research Center.
Tradicionalmente sempre se acreditou que os transtornos do espectro bipolar eram crônicos no seu curso. No entanto, pesquisas epidemiológicas recentes sugerem que é possível que haja formas limitadas no desenvolvimento do transtorno bipolar.
Dois estudos importantes a nível nacional revelaram uma alta prevalência de transtornos bipolares no início da fase adulta (5.5%–6.2% entre 18–24-anos) que aparentemente saram substancialmente durante a segunda metade da 3ª década de vida (3.1%–3.4% entre 25–29-anos).
Pesquisas mais cuidadosas são necessárias para determinar se formas limitadas do desenvolvimento no transtorno bipolar existem e, se existem, que parâmetros poderiam distinguir essas formas da doença de curso crônico.
Veja esse estudo em Are There Developmentally Limited Forms of Bipolar Disorder?
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